terça-feira, 1 de dezembro de 2009

6º Encontro

No dia 28 de novembro ocorreu o último encontro de 2009 do Clube da Leitura. Dessa vez, o Clube homenageou os exatos 34 anos de morte do grande escritor Erico Verissimo numa roda de leitura, e a discussão girou em torno de suas principais obras, dentre elas, Fantoches, Clarissa, Noite, Incidente em Antares, Ana Terra e Um Certo Capitão Rodrigo.

Claro que não seria possível abordar em um único encontro toda a riqueza da linguagem usada por Erico em suas obras, mas cada participante deu sua contribuição expondo aspectos que mais chamaram a atenção no livro que escolheu para debater.

Foi bastante discutida a capacidade de Erico em criar personagens com características marcantes, que conseguem envolver o leitor em sua história, e que se completam entre si diante da tamanha intertextualidade que há em sua obra como um todo.


Foram debatidos, também, os variados estilos literários de Erico, indo desde o romance tradicional, como em Clarissa, passando pelo enredo com pano de fundo histórico, caso de O Tempo e o Vento, até chegar à denúncia “camuflada” da ditadura militar numa sociedade altamente hipócrita e corrupta, descrita em Incidente em Antares.

Acreditamos que foi mais um encontro que veio a somar conhecimentos acerca da riqueza que é a literatura brasileira e que cumpriu, mais uma vez, o objetivo principal do nosso projeto: disseminar a prática da leitura como uma forma de lazer, e fazer dela uma forma de interação social.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Incidente em Antares


Minissérie baseada na obra homônima de Erico Verissimo, adaptada por Charles Peixoto e Nelson Nadotti, e exibida pela Rede Globo em 1994. Com direção de Paulo José, traz em seu elenco grandes nomes da teledramaturgia brasileira, tais como, Fernanda Montenegro, Marco Nanini, Paulo Betti, Marília Pera, dentre outros.


Enredo:
O livro foi escrito em 1971 e aborda a temática do fantástico e do sobrenatural. No ano de 1963 morrem sete pessoas em Antares. Como os coveiros estão em greve, os defuntos passam a vagar pela cidade, vasculhando a intimidade de parentes e amigos. Devido a sua condição de fantasmas, podem fazer isso sem temer represálias. O livro é dividido em duas partes, nas quais se misturam acontecimentos reais e irreais. Na primeira parte, é apresentado o ajustamento das duas facções políticas da cidade (os Campolargo e os Vacariano) às oscilações da política nacional. Apresenta também a união deles em face da ameaça comunista, como é conhecida na cidade a classe operária que reivindica seus direitos. Na segunda parte, acontece o "incidente" do título: com a greve geral em Antares e a morte inesperada de sete pessoas, incluindo a matriarca dos Campolargo, os coveiros são impedidos de efetuar o enterro e, desta forma, aumenta-se a pressão sobre os patrões. Os mortos, não sepultados, adquirem "vida" e passam a vasculhar a vida dos parentes e amigos, revelando, então, a podridão moral da sociedade. Como as personagens são cadáveres e, portanto, livres das pressões sociais, podem criticar à vontade a sociedade...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ana Terra

No século XVIII, a família Terra – pai, mãe e filhos – vive numa estância erma do interior gaúcho. Seu cotidiano é duro, penoso: tira sustento da colheita, calcula a passagem do tempo observando a natureza, enfrenta ameaças de saque e pilhagem.

Um dia, uma das filhas do estancieiro, Ana, encontra, na beira de um regato, um mestiço ferido. É o enigmático Pedro Missioneiro, indiático, bravio, e dono de uma cultura sofisticada em letras, histórias e artes musicais. Acolhido pela família, no início Ana tem aversão ao forasteiro, mas a repulsa é apenas o prelúdio da paixão avassaladora que tomará conta da menina, provocando ira e desejos de vingança nos irmãos e no pai. Em meio a esses sentimentos primitivos e dominadores, uma fronteira se desenha, uma nação e um povo se formam.

Ana Terra é parte de O Tempo e o Vento, obra-prima de Erico Verissimo. Foi lançada, ainda em vida do autor, como romance à parte, dotada que é de vigor e encantamento próprios...

CIA das Letras