quarta-feira, 7 de abril de 2010

1º Encontro de 2010

O nosso encontro, marcado para o dia 10/04, tem uma nova data que será no dia 17/04. Será realizado no local e hora já marcados e com o mesmo autor: Luis Fernando Veríssimo.
Quem ainda não leu terá mais um tempinho...
Atenciosamente!

terça-feira, 23 de março de 2010

Pequena Biografia do Autor

"Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda." (O Gigolô das palavras).

Luis Fernando Verissimo nasceu em 26 de setembro 1936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Filho do grande escritor Érico Veríssimo, iniciou seus estudos no Instituto Porto Alegre, tendo passado por escolas nos Estados Unidos quando morou lá, em virtude de seu pai ter ido lecionar em uma universidade da Califórnia, por dois anos. Voltou a morar nos EUA quando tinha 16 anos, tendo cursado a Roosevelt High School de Washington, onde também estudou música, sendo até hoje inseparável de seu saxofone.

Resumo das obras indicadas

Todas as histórias do Analista de Bagé

Histórias deliciosas do personagem clássico de Luis Fernando Verissimo.
Ele recebe seus clientes de bombacha e pés no chão, nunca deixa de oferecer um chimarrão e o divã de seu consultório é coberto com um pelego. Psicanalista da linha "freudiano barbaridade" é acusado de ser grosseiro e machista, mas se defende: "digo o que tenho que dizer, o último desaforo que levei para casa foi a minha mulher." Assim é o Analista de Bagé um dos personagens mais marcantes de Luis Fernando Verissimo, que está de volta numa reedição atualizada com histórias deliciosas deste clássico do humor brasileiro.
Divertido, levemente alucinado e com um repertório particular de expressões regionais, o analista mais querido do país informa que já nasceu "mais atrapalhado do que cachorro em procissão". Era para ser garçom num restaurante francês, mas acabou num divã à moda dos pampas ? com muito chimarrão e espora. A combinação entre psicanálise e o jeito de ser "desta gente de fronteira" resultou no crème de la crème do humor nacional.
O leitor vai se divertir com as histórias estapafúrdias e as revelações íntimas deste histriônico psicanalista politicamente incorreto, sem noções mínimas de ética.
Antes de sumir no mundo deu sua primeira e única entrevista que tem o efeito de uma verdadeira bomba ao revelar o seu método de atuação profissional. As informações sobre o seu paradeiro são desencontradas. Alguns dizem que ele morreu, outros que se aposentou. Nem o autor sabe. Seja em Bagé, Rio ou Paris, o analista deixou suas máximas. Complexo de Édipo, por exemplo, dá mais do que pereba de criança. Mania de perseguição é pura frescura, e frigidez feminina resolve-se num amasso... com o próprio, é claro. Para angústias existenciais, a infalível técnica do "joelhaço".
Sobre este método revolucionário de curar a depressão, o analista relembra: "Um dia me entrou um índio com cara de quem preferia não ter nascido e eu não me segurei nas bombacha. Fui lá e lhe apliquei o joelhaço.

Comédias da Vida Privada

A fidelidade
Em plena terça-feira, mulher e filhos descansavam na praia. Chegou o marido e contou que recebera um telefonema anônimo revelando que a esposa tinha um amante surfista. Ela negou e pediu que ele nunca desconfiasse da fidelidade dela. Ele voltou para Porto Alegre, pois teria um compromisso no dia seguinte. Mas o compromisso era naquela noite mesmo: ela se chamava Maitê. Na verdade, com toda essa história, conseguira um habeas-corpus preventivo.

Infidelidade
Um homem conta a seu médico que para conseguir fazer sexo com a sua mulher tinha que pensar em outras mulheres, alguns objetos ... E passado algum tempo, isso já não adiantava mais. Ele agora só se excitava quando pensava numa mulher madura, com o cabelo começando a ficar grisalho, olhos castanhos...E esta era a sua própria mulher.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Semana de Poesia

Tomara

Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E que o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E que a coisa divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

terça-feira, 16 de março de 2010

Semana da Poesia

Como uma pequena homenagem ao dia da poesia...

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinícius de Moraes

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Clube da Leitura na Revista Universidade Pública

A equipe que integra o Clube da Leitura se reuniu recentemente com a jornalista Simone Faustino (na foto, à direita), da Revista Universidade Pública, para compor uma reportagem especial sobre o projeto. Durante a entrevista, diversos assuntos foram abordados, com destaque para a origem do projeto, a forma com que a equipe trabalha, os detalhes das atividades, as formas de divulgação, a influência do Clube na vida dos participantes, dentre outros pontos. O reconhecimento adveio, certamente, do esforço de toda a equipe em construir o projeto durante o ano de 2009 e em planejar novas ações para 2010.
A Universidade Pública é uma revista de valorização e promoção da produção científica, tecnológica e cultural da UFC. Sob a coordenação do jornalista Paulo Mamede, suas tiragens são bimestrais e circulam nacionalmente. Seu conteúdo inclui reportagens e entrevistas enfocando os mais diversos temas de forma crítica e com total independência. Em sua próxima edição, todos poderão conferir o resultado dessa matéria sobre o Projeto de Extensão do Curso de Biblioteconomia da UFC: o Clube da Leitura.

domingo, 24 de janeiro de 2010

UFC TV

Revista eletrônica semanal, vai ao ar pela TV Ceará, canal 5, aos domingos, às 12h30min, com reprise às terças-feiras, às 19h. Mostra a produção da Universidade, informando onde e como ela está presente no cotidiano das pessoas, contribuindo para melhorar as condições de vida da população cearense. UFC TV também traz um resumo dos principais acontecimentos na Universidade e uma agenda cultural voltada para atividades gratuitas ou a preços populares.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Entrevista: Rui Ricardo Diaz & Juliana Baroni


Rui Ricardo Diaz interpreta o Lula e Juliana Baroni, Marisa Letícia, no filme "Lula - o filho do Brasil". Os atores falam sobre o filme e contam como foi o processo de construção dos personagens. Saiba mais em http://www.saraivaconteudo.com.br

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A Arte de ser Feliz

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles