sábado, 8 de outubro de 2011

Ausência

Ausência- Vinícius de Moraes

Eu deixarei que morra em mim
o desejo de amar os teus olhos que são doces
porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto
no entanto, a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto
existe o teu gesto e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
que ficou sobre a minha carne
como nódoa no passado
eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, 
porque eu fui o grande íntimo da noite. 
Porque eu encostei minha face na face da noitee ouvi tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçam os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até em mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausentem a tua voz serenizada.

Encontro de Setembro

Como foi anteriormente dito, o encontro de Setembro aconteceu no Passeio Público, com início às 9:00 horas, no dia 24. Nossa manhã se iniciou com a representação de uma das cenas do livro "Reinações de Narizinho" do autor Monteiro Lobato.

Tivemos nosso dinâmica, onde cada participante escreveria no papel o que queria que o seu colega ao lado fizesse em frente a todos. Depois foi explicado que na verdade cada um faria o que escreveu, não o colega do lado. Foram muitas risadas. Após tudo isso aproveitamos nosso café da manhã.




Falamos do local (o passeio público), da escola literária p´re modernista e do autor Monteiro Lobato, depois de discussões a cerca de Monteiro, falamos da escola Modernista  e também de Vinícius de Moraes. Onde foi aberto um leque de poemas deste autor: Ausência; Amor Escuta um Segredo...(sem título); Soneto da Devoção; Soneto de Luz e Treva; Soneto do Amor Total; e o Trecho.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Parnasianismo e Simbolismo

Nosso encontro foi bem gostoso aos "ares" da cultura japonesa.
Ocorrido no Jardim Japonês Jusaku Fujita, nome dado em homenagem ao primeiro japonês que chegou a Fortaleza em 1923 (ao chegar na cidade, foi rebatizado de Francisco Guilherme Fujita). 
Começamos fazendo nosso lanche: frutas, sucos, café, bolachas e torradas. Depois é dado início a nossa discussão sobre o tema proposto. 
Antes, é claro, falamos sobre o local: O Jardim Japonês, sua paisagem, foi projetada pelos paisagistas Salomão Nogueira e Gica Messiara. As esculturas foram elaboradas pelo artista Ascal, cearense. A paisagem é toda relativa a cultura japonesa.
Demos um breve histórico das escolas literárias parnasiana e simbolista.. Os participantes falaram o seus pontos de vistas e interpretações. Um dos poemas mostrados foi o poema DELÍRIO do poeta parnasiano Olavo Bilac:



Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
- Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
- Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
- Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci…


Outro poema foi o AS ESTRELAS, do poeta simbolista Cruz e Sousa, outro autor que demos ênfase no nosso encontro.

Abaixo o poema de Cruz e Sousa:


Lá, nas celestes regiões distantes, 
No fundo melancólico da Esfera, 
Nos caminhos da eterna Primavera 
Do amor, eis as estrelas palpitantes.

Quantos mistérios andarão errantes, 
Quantas almas em busca de Quimera, 
Lá, das estrelas nessa paz austera 
Soluçarão, nos altos céus radiantes.

Finas flores de pérolas e prata, 
Das estrelas serenas se desata 
Toda a caudal das ilusões insanas.

Quem sabe, pelos tempos esquecidos, 
Se as estrelas não são os ais perdidos 
Das primitivas legiões humanas?!


*Esperamos que todos os que vieram e os que gostariam de participar estejam no próximo encontro. Até lá!*

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Encontro de Setembro

Já confirmado! O encontro desse mês acontecerá no dia 24 (sábado) ás 9:00 h, no Passeio Público de Fortaleza.


Tema: Pré- Modernismo e Modernismo
Autores sugeridos: Monteiro Lobato e Vinicius de Moraes.


Passeio Público: Rua Dr. João Moreira,( sem número), ai lado da Santa Casa de Misericórdia- Centro
passeio_quiosque.jpg

domingo, 11 de setembro de 2011

Arcadismo

No sábado dia 07 de Maio, tivemos nosso segundo encontro desse ano. Um encontro gostoso e prazeroso feito em meios a textos, livros e poemas referentes ao Arcadismo.
Aconteceu no Centro de Referência do Professor, que já foi o antigo Mercado da Farinha, depois o Mercado Central.
Os participantes seguiram nosso sugestão de autor e trouxeram vários pontos de vistas do livro: Marília de Dirceu. Lemos em conjunto a Lira II. Abaixo segue um trecho:

Pintam, Marília, os Poetas

A um menino vendado,
Com uma aljava de setas,
Arco empunhado na mão;
Ligeiras asas nos ombros,
O tenro corpo despido,
E de Amor, ou de Cupido
São os nomes, que lhe dão.


Porém eu, Marília, nego,

Que assim seja Amor; pois ele
Nem é moço, nem é cego,
Nem setas, nem asas tem.

Ora pois, eu vou formar-lhe

Um retrato mais perfeito,
Que ele já feriu meu peito;
Por isso o conheço bem.

[...]
Marília, estão misturadas

Purpúreas folhas de rosa,
Brancas folhas de jasmim.

Dos rubins mais preciosos

Os seus beiços são formados;
Os seus dentes delicados
São pedaços de marfim.

Mal vi seu rosto perfeito

Dei logo um suspiro, e ele
Conheceu haver-me feito
Estrago no coração.

[..]
Tu, Marília, agora vendo
De Amor o lindo retrato,

Contigo estarás dizendo,
Que é este o retrato teu.

Sim, Marília, a cópia é tua,

Que Cupido é Deus suposto:
Se há Cupido, é só teu rosto,
Que ele foi quem me venceu.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Agosto!

Encontro desse mês marcado para o dia 27 às 9:00h.


Tema escolhido: Parnasianismo e Simbolismo
Sugestão de autores: Olavo Bilac e Cruz e Sousa
Local: Jardim Japonês Jusaku Fujita
          (Av. Beira Mar, entre as ruas José Napoleão e Júlio Carvalho


*Participe!

sábado, 25 de junho de 2011

Encontro em Junho

Onde será o próximo encontro? No Parque Rio Branco.
Continuando na linha das escolas literárias, discutiremos o Naturalismo e o Realismo, com ênfase no escritor realista Adolfo Caminha (autor de A Normalista e Bom Crioulo). 


Dia: 25 de junho
Hora: 9:00h

Informações: O Parque Rio Branco se localiza na Av. Pontes Vieira, pertinho do Kukukaya. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ALEXANDRE QUE LIA

Profª. Maria Laudécy Ferreira de Carvalho – 
Coleção Aprender Fazer Fazendo


Alexandre era uma criança de pais separados
O pai mora em São Paulo
e a mãe no Ceará.
Por determinação da Lei
no tempo de educar
era quatro anos aqui,
e quatro anos lá.
A mente de Alexandre sempre a viajar.
E se perguntava: o que melhor fazer ?
Preciso aprender a ler.
Um dia eu vou vencer.


Seu pai , homem viajante.
Muito sábio.
Todas as vezes que vinha de viagem
trazia revistinhas de Gibis
tipo turma da Mônica e outros.
Trazia chocolates e
nas embalagens uma mensagem educativa.
De tanto comer chocolate,
pegou uma alergia.
Mas por outro lado ganhou sabedoria.
Foi com os Gibis e as mensagens das embalagens
que ele aprendeu a ler.


Isso prova que quando se quer e bota fé,
a distância torna – se pequena e faz a diferença.
Tornando – se bonança,
isso chama – se confiança.
E vejam só que cobrança
ainda estar por vir.
Foi no fim de semana
que sua tia e seus primos vieram lhe visitar.
Quando sua tia viu uma leitura no Gibi fazer,
Disse logo bem depressa:
Agora ensine seus primos a ler.


Alexandre, muito esperto,
foi logo lhe respondendo:
Aqui está os Gibis.
É só se descobrir,
foi assim que eu aprendi a ler.
E é isso que eles devem fazer.


Quem aprende fazer fazendo
Dar valor o que é seu
E nunca esquece o que aprendeu
pois o conhecimento nos faz ser gente e crescer


Comece a fazer pra ver,
o conhecimento acontecer.
E guarde isso pra você: É no APRENDER FAZER FAZENDO
que aprendi a ler e a lição de viver.
Hoje vivo muito bem.
E indico pra você,
faça e você vai vê
a felicidade acontecer.


Seja feliz pra valer
e a lição do Aprender Fazer Fazendo
na sua vida possa acontecer.
Esse é o melhor caminho para mim e para você.

LAUDECY FERREIRA
CONTATO:(85)3032-8149 OU (85)8702-9122 (OI)  OU (88)9931-733(TIM)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Encontro de Maio

O encontro do Clube da Leitura está chegando... :)
Nesse mês teremos como tema a Escola Literária Romantica.

Romantismo

Será as 9h e 30m na Casa José de Alencar (Av, Washington Soares, 6055 - Messejana)
Dia: 28. 05

Sugestão de Autor:
Bernado Guimarães

Esperamos sua presença..