quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Romance Policial

Como foi o encontro do mês de outubro sobre Romance Policial? Magnifico!
Começamos, como sempre, com uma dinâmica: o famoso jogo do detetive...
Os participantes deveriam descobrir quem foi que matou nossa vítima, que arma ele usou e em que parte do Dragão do Mar o crime ocorreu. A diferença era que os "amados" bolsistas do Clube estavam caracterizados de um personagem, que compreendiam em: Dançarina de Tango (Angela, para os mais íntimos), Odalisca, Cigana, Mecânica, Médica, Açougueiro e Coveiro. Com as seguintes armas: Uma rosa, veneno, punhal, chave inglesa, estetoscópio, Facão e pá. Os participante se dividiram em grupo e só poderiam perguntar por vez aos suspeitos através de afirmações em quais os mesmos diriam quais delas eram falsas (na ideia do jogo O DETETIVE).
Depois de descoberto que a assassina era a médica começamos a nossa discussão acerca do tema.

Falamos dos livros, do conto O gato de Allan Poe, da história da origem dos Romances Policiais e de seus destaques, de uma maneira informal e deliciosa junto ao nosso café da manhã.
O encontro terminou ao meio-dia e todos foram embora levando consigo um pouquinho de cada um e de um imenso universo da leitura. 











quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Encontro marcado para o dia 29 de outubro!!
No Dragão do Mar- Praça Verde
Ás 9 horas
Tema: ROMANCE POLICIAL

ESTAMOS ESPERANDO SUA PRESENÇA!!!

sábado, 8 de outubro de 2011

Soneto do amor total


Soneto do Amor Total - Vinícius de Moraes

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pud
e.

Soneto de luz e treva


Soneto de luz e treva (Vinícius de Moraes)

Ela tem uma graça de pantera
No andar bem-comportado de menina.
No molejo em que vem sempre se espera
Que de repente ela lhe salte em cima.

Mas súbito renega a bela e a fera
Prende o cabelo, vai para a cozinha
E de um ovo estrelado na panela
Ela com clara e gema faz o dia.

Ela é de capricórnio, eu sou de libra
Eu sou o Oxalá velho, ela é Inhansã
A mim me enerva o ardor com que ela vibra

E que a motiva desde de manhã.
- Como é que pode, digo-me com espanto
A luz e a treva se quererem tanto...

Soneto da devoção

Soneto de Devoção
Vinícius de Moraes


Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica em meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo! - uma cadela
Talvez... - mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!

Amor, escuta um segredo...


Amor, escuta um segredo... (s/ título)

Vinícius de Moraes

Amor, escuta um segredo
Tua pele é lisa, lisa
Minha palma que a analisa
Não tem medo: fica nua.

Fica de tal modo nua
Que eu, ante tanto abandono
Transforme o desejo em sono
E não seja apenas teu.

Ausência

Ausência- Vinícius de Moraes

Eu deixarei que morra em mim
o desejo de amar os teus olhos que são doces
porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto
no entanto, a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto
existe o teu gesto e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
que ficou sobre a minha carne
como nódoa no passado
eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, 
porque eu fui o grande íntimo da noite. 
Porque eu encostei minha face na face da noitee ouvi tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçam os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até em mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausentem a tua voz serenizada.

Encontro de Setembro

Como foi anteriormente dito, o encontro de Setembro aconteceu no Passeio Público, com início às 9:00 horas, no dia 24. Nossa manhã se iniciou com a representação de uma das cenas do livro "Reinações de Narizinho" do autor Monteiro Lobato.

Tivemos nosso dinâmica, onde cada participante escreveria no papel o que queria que o seu colega ao lado fizesse em frente a todos. Depois foi explicado que na verdade cada um faria o que escreveu, não o colega do lado. Foram muitas risadas. Após tudo isso aproveitamos nosso café da manhã.




Falamos do local (o passeio público), da escola literária p´re modernista e do autor Monteiro Lobato, depois de discussões a cerca de Monteiro, falamos da escola Modernista  e também de Vinícius de Moraes. Onde foi aberto um leque de poemas deste autor: Ausência; Amor Escuta um Segredo...(sem título); Soneto da Devoção; Soneto de Luz e Treva; Soneto do Amor Total; e o Trecho.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Parnasianismo e Simbolismo

Nosso encontro foi bem gostoso aos "ares" da cultura japonesa.
Ocorrido no Jardim Japonês Jusaku Fujita, nome dado em homenagem ao primeiro japonês que chegou a Fortaleza em 1923 (ao chegar na cidade, foi rebatizado de Francisco Guilherme Fujita). 
Começamos fazendo nosso lanche: frutas, sucos, café, bolachas e torradas. Depois é dado início a nossa discussão sobre o tema proposto. 
Antes, é claro, falamos sobre o local: O Jardim Japonês, sua paisagem, foi projetada pelos paisagistas Salomão Nogueira e Gica Messiara. As esculturas foram elaboradas pelo artista Ascal, cearense. A paisagem é toda relativa a cultura japonesa.
Demos um breve histórico das escolas literárias parnasiana e simbolista.. Os participantes falaram o seus pontos de vistas e interpretações. Um dos poemas mostrados foi o poema DELÍRIO do poeta parnasiano Olavo Bilac:



Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
- Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
- Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
- Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci…


Outro poema foi o AS ESTRELAS, do poeta simbolista Cruz e Sousa, outro autor que demos ênfase no nosso encontro.

Abaixo o poema de Cruz e Sousa:


Lá, nas celestes regiões distantes, 
No fundo melancólico da Esfera, 
Nos caminhos da eterna Primavera 
Do amor, eis as estrelas palpitantes.

Quantos mistérios andarão errantes, 
Quantas almas em busca de Quimera, 
Lá, das estrelas nessa paz austera 
Soluçarão, nos altos céus radiantes.

Finas flores de pérolas e prata, 
Das estrelas serenas se desata 
Toda a caudal das ilusões insanas.

Quem sabe, pelos tempos esquecidos, 
Se as estrelas não são os ais perdidos 
Das primitivas legiões humanas?!


*Esperamos que todos os que vieram e os que gostariam de participar estejam no próximo encontro. Até lá!*