domingo, 24 de maio de 2009

2º Encontro


O 2º encontro do Clube da Leitura aconteceu no dia 23/05/2009 na Casa José de Alencar. Os livros discutidos foram Vidas Secas e O Quinze, dos autores Graciliano Ramos e Rachel de Queiroz, respectivamente. A reunião teve início com um momento de acolhida em que todos se abraçaram como uma forma de desejar um “bom dia”. Em seguida, foi servido o café da manhã, visando a uma maior confraternização entre os presentes.


A discussão começou com uma contextualização das obras, feita pela coordenadora do projeto, Prof.ª Fátima Araripe, seguida por uma breve explicação do motivo pelo qual foram escolhidas: como uma forma de homenagem aos 70 anos de Vidas Secas, comemorados em 2008, e pelo paralelo que podia ser feito com O Quinze sob diversos sentidos.

Inicialmente, foram expostos pontos importantes acerca da biografia dos autores, na tentativa de se fazer entender o por quê deles terem se dedicado a escrever cada obra. No meio da reunião, uma feliz interrupção: a presença do Prof. João Arruda, diretor geral da Casa José de Alencar, que saudou e desejou, com profunda alegria, boas vindas a todos.


De forma bem descontraída, todos falavam algo significativo não só sobre os livros ou acerca da vida dos autores, mas também sobre a aplicação que tais obras tiveram em suas vidas, experiências pessoais que foram compartilhadas de acordo com o que estava sendo discutido. E foi exatamente isso que enriqueceu o debate, pois cada integrante do grupo conseguiu trazer uma lição para si, uma nova interpretação dada às histórias de Graciliano e de Rachel.



Também foram mencionados outros escritores no decorrer da reunião, tais como, José de Alencar, Patativa do Assaré, Caio Porfírio, dentre outros. Alguns pontos também discutidos e que merecem destaque são: os motivos que levaram cada autor a escrever aquelas obras, as características com que as escreviam, quais as situações mostradas nos livros que estavam distantes ou próximas da nossa realidade e, principalmente, a linguagem regionalista de cada obra.


Houve, ainda, uma declamação de Triste Partida, poema de Patativa do Assaré, o qual ilustra bem a dura realidade em que viviam os retirantes da seca. Magna Gadelha, Kathwry Morais e Vanessa Noronha, estudantes do Curso de Biblioteconomia da UFC, dinamizaram o encontro ao narrar uma das mais belas histórias escritas por Patativa.

Ainda se aprofundando na linguagem regionalista, foram lidas algumas frases tipicamente cearenses, baseadas em palavras tiradas do Dicionário do Ceará, de Tarcísio García. Foi o momento mais cômico de toda a reunião! Cada integrante do grupo leu a sua, sendo que apenas uma estava premiada com o 1º volume dos Cursos da Casa de Leitura, uma compilação com vários artigos feita pela equipe do PROLER, projeto de incentivo à leitura.

Por fim, foi realizada uma dinâmica de leitura que objetivava “construir” a canção Súplica Cearense, composta por Gordurinha e Nelinho e cantada por Luiz Gonzaga e Fagner. O texto visava a uma analogia do que era mostrado em Vidas Secas e O Quinze com a atual realidade do Nordeste, ou seja, a oposição entre seca e enchente, duas realidades bem distintas, mas que ainda flagelam o povo sofrido da nossa região...


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Convidamos a todos para se fazerem presentes em nosso próximo encontro! Em breve, maiores informações... (enviem-nos sugestões de outras obras a serem discutidas no mês de junho: clubedaleituraufc@gmail.com)